quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ORAI IRMÃOS E IRMÃS...



SIM, desde pequenos somos meio que obrigados a ser batizados na igreja católica e a fazer os rituais de catequese, crisma, confissões e presenças dominicais nas missas.

Com o passar dos anos vamos amadurecendo muitas ideias. Escolhas começam a ser feitas e dentre elas a escolha da religião que, enfim, queremos seguir. As opções são variadas e cada uma com suas crenças, promessas e maneiras de fazer com que as pessoas cheguem cada vez mais perto de Deus.
Confesso que já visitei / freqüentei algumas, mas não tenho uma religião da qual eu me dedique e faça parte assiduamente. Creio em Deus e acho que minhas preces chegam até Ele independente de serem feitas dentro de uma igreja, capela, cultos ou outra forma mais religiosa.

Infelizmente a religião está muito ligada a um pré conceito entre os seus fiéis. Assim como times de futebol e outras coisas do tipo, a religião gera fanatismo e as pessoas defendem sua crença e discriminam/julgam/excomungam as demais. O respeito existe apenas quando se toca no nome do Senhor porque com relação a opção religiosa esse faltou a tempos.

O mais inacreditável é que a maioria das pessoas recorrem a religião quando estão numa fase mais conturbada de suas vidas...Quando perderam o emprego, quando terminaram um relacionamento, quando estão com problemas de saúde...Enfim...Recorrer a crença dá uma certa ‘força’ praqueles que no momento de maior fragilidade se agarram a qualquer mão estendida.

Não farei apologias tão pouco difamarei qualquer religião, mas tenho que frizar que existem religiões provalecidas. Sabem que o cidadão está literalmente na fossa e usam desse momento para garantir vantagens, ou seja, “Deus vai ajudar mediante sua ‘pequena’ c$ntribuiçã$”.

Também tem aquelas que acham que Deus é surdo e gritam o nome do Senhor tão alto que certamente ele se obriga a ouvir. Existem aquelas que trazem o homem amado de volta em 30 dias (desde que ele esteja morando no mesmo bairro que a pessoa hahahaha).

Independente de crença, necessidade ou apenas a busca da palavra de Deus o importante é achar aquela religião que te fará sentir leve; fará com que teus problemas não saiam 100% solucionados, mas vai te dar uma direção mais sensata a seguir; fará com que tu enxergue que o teu problema não é maior que o dos outros, mas que a tua cruz pesa de acordo com o que tu podes suportar.

Busque Deus independente do meio. Saiba chegar até Ele por vontade própria e não por indução.
NÃO. Eu não entendo Deus. Também não tenho a pretensão de querer compreender com minha mente humana e ínfima, os desígnios de um ser que tem uma lógica absurdamente diferente da minha. Já dizia Sto. Agostinho, é como querer por toda a água do mar num buraquinho cavado na areia.

No dia do juízo (que conversa escatológica), terei uma lista de questionamentos bem sérios a fazer para Deus. Ele há de me explicar muitas coisas, e muito bem explicadas, nem adianta vir com essa papo de que ao mesmo tempo é três! Depois ele decide se eu subo ou se desço (será que cabe recurso?)....

Sempre cri em Deus, tenho uma formação basilarmente católica, e isso dentro de toda minha trajetória de vida tem uma importância crucial (trocadilho interessante). Sou um cristão, sou católico e confesso que isso tem seu peso.

Acho possível a doutrina espírita norteada por Allan Kardec, acho forte e instigantes as religiões afro, conheço quase nada do judaísmo e acho negativa a comodidade e flexibilidade do sincretismo ou da chamada ‘nova era’.

Era um fã do Papa João Paulo II. Já levantei muita bandeira em defesa da minha religião, mesmo por que hoje em dia é ‘cool’ achincalhar o catolicismo ou generalizar a pedofilia dos padres. Atentem, concordo que é tardio a posição mais firme do Vaticano quanto a esses padres e essas praticas bestiais!!

Também é trágica a postura da Igreja em relação ao uso da camisinha, em relação aos gays, em relação ao casamento entre portadores de deficiências físicas (que impossibilitem a reprodução). Essas coisas é que devem ser debatidas, conversadas e pensadas. São atitudes anacrônicas que precisam ser revistas, mas com a seriedade que esta instituição milenar precisa. Enquanto isso aguardo a margem.

Até vejo a grande maioria dizendo: - Não preciso de religião, igrejas ou padres, missas ou cultos. Me entendo direto com Deus. Isso é o que importa! – só não acho essa teoria mais cômoda do que perigosa. Não vou me estender, mas desejo menos prepotência a essas pessoas!

Aprendi com as palavras de Jesus a não julgar para não ser julgado, e se Deus é por nós, quem será contra nós?

Até a proxima semana!!

6 comentários:

Saulo Taveira disse...

Belo e reflexivo post. Fui "criado" no catolicismo mas logo debandei pro protestantismo e depois pro espiritismo. Hoje não frequento igrejas, centros nem nada. Mas gosto de estar no mar, na floresta e fazer minhas orações, meus agradecimentos...
Acho bom ter uma religião mas não é crucial. As religiões não estão tão próximas assim de Deus e a cada dia afastam mais ainda o homem da humanidade. Ser humano é ser divino, penso eu... fazer o bem ao próximo, ser verdadeiro, honesto, amigo, respeitoso... são características humanas que compõem um ser próximo de Deus, seja ele da crença que for.

Pra terminar, tenho especial atração por religiões xamânicas e orientais.

Abraços, até a semana que vem.

Alex disse...

Como eu sempre digo “Vai na fé, não na sorte!”.
Acredite no que melhor lhe convir, nem que seja a própria sorte.

Italo Stauffenberg disse...

Sei lá, crer pra mim, em Deus, é fundamental e isso vai além de religiões! somente quando o povo acordar para isso é que vai perceber o quanto Deus é muito mais que religião!
Digo que religião separa, Deus une.

Parabéns pelo blog. Há um tempo não vinha aqui.

Abraço.

João Pedro disse...

"Até vejo a grande maioria dizendo: - Não preciso de religião, igrejas ou padres, missas ou cultos. Me entendo direto com Deus. Isso é o que importa! – só não acho essa teoria mais cômoda do que perigosa. Não vou me estender, mas desejo menos prepotência a essas pessoas!"

Prepotência?

No sentido inverso, poderia eu dizer que desejo menos "ilusão" daqueles que acreditam que precisam frequentar um templo para chegar a deus.

Lenny Moura disse...

Delicado o assunto, principalmente para aqueles que seguem alguma religião. Mas uma coisa me encomoda: aquelas pessoas que vivem dentro da igreja e quando saem nao passam de pessoas mesquinhas e egoistas.

Fernando disse...

Acho que pras pessoas que crêem seja em um deus, seja numa religião, talvez dê mais sentido às suas vidas. Eu adoro viver. Acho a vida uma maravilha! Repudio todas as religiões que exploram financeiramente/psiquicamente alguém, por isso simpatizo com os espíritas. Mas só simpatizo, pois pra mim é isso aqui e mais nada. Sou ateu (e não digo isso orgulhosamente), mas cada um sabe o que é preciso pra ser feliz.Só acho que enquanto muitos esperam "outra vida" chegar, a maioria não faz nada pra mudar esta vida que vivemos.

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