terça-feira, 7 de setembro de 2010

ELES in RIO (2010)

                                      ELE NÃO:

NÃO tem como fazer um comentário fidedigno do RIO DE JANEIRO num blog de postagens breves.

Mesmo assim topamos essa árdua tarefa de em poucas linhas fazer um apanhado geral de nossas sensações sobre a afamada Cidade Maravilhosa.

Escrevo esse post ainda em território carioca, então, ainda sob influencia desse jeito mais ‘relaxxxx’ de levar a vida.

Desisto de não ser repetitivo. Como falar do Rio sem falar das praias deslumbrantes, da natureza pungente, do pão de açúcar, do Cristo Redentor? Não consegui ser original, não preciso ser original, eu estou aqui para ratificar a opinião de milhares de pessoas.

Só não curti o ‘atendimento’ em geral, nos restaurantes, nos taxis, nos botecos... Bah, isso deixou muito a desejar. Inversamente proporcional é a atenção das pessoas nas ruas, essas sim se aproximaram da ideia que eu tinha sobre a receptividade carioca.

Destaque especial: me encantei pela noite displicente da LAPA.

Uma pena é ver tudo isso meio depressa, era só um feriadão! Acabei subaproveitado quase tudo pela falta de tempo, fiquei com a certeza que poderia ter me divertido muito, muito mais na noite, nas praias, nos botecos. Encontrei um Rio muito mais bossa nova do que funkeiro, e gostei disso.

Violência? Sei que existe, não sou alienado as noticias, mas sinceramente, não vi nada, não senti o clima tenso, não poderei ajudar nesse quesito. Se era para ser esse o ponto negativo, felizmente passei longe. (Ah! Talvez por que não subi o morro para ver o funk.)

Agora em menos de duas horas cruzando o céu vou estar de volta a minha terra. São maneiras absolutamente diferentes de encarar a vida. Não me arrisco apontar certo ou errado, mas certamente muito diferentes os estilos de viver.

Um balanço final é o esperado, o Rio é mesmo uma CIDADE MARAVILHOSA.

                                      ELA SIM:

SIM, vou cantar incansavelmente que o “Rio é a cidade maravilhosa, cheia de encantos mil...”
E poderia dizer o contrário?

Minha aparição por tal maravilha foi em Janeiro deste ano e digo-lhes que eu não tenho nada a reclamar.

Hospitalidade, carisma, vivacidade, bom humor, excelentes praias e comidas fantásticas (ai que saudade do açaí do Big Bi).

Tudo no Rio é propício pra nos fazer perder a noção do tempo.

Passei uma semana tão distante do estress do meu dia a dia que, por muitas vezes, eu esquecia de olhar as horas.

Acordava cedo pra curtir todo o sol que meu corpo pudesse aspirar.

Já de cara, na primeira noite, fomos, minha amiga (Priscila) e eu no Zo Zo.

Música ao vivo, comida gostosa e gente bonita (Ziraldo estava comemorando seu aniversario naquela noite).

A cada dia uma descoberta e muitos amigos sendo feitos.

Cristo Redentor é inacreditavelmente lindo.

Pão de Açúcar é tão doce quanto o nome.

Praias exuberantes com uma gente bonita de dar inveja.

E o baile funk? Muuuuito bom.

Guardo do Rio todas as pessoas que conheci e que sigo mantendo contato.

Assim como guardo o clima, a simplicidade na maneira das pessoas viverem; os lugares encantadores e cheios de história; o sotaque chiado que me encanta e a saudade de viver tudo isso, de novo.

ATÉ SEMANA QUE VEM!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PORTO ALEGRE, CAPITAL DO SUÍCIDIO!

 

ELE NÃO:
NÃO, eu nunca pensei em me matar, mas essa semana uma estatística muito alarmante me pegou de assalto: “Porto Alegre é a Capital brasileira com maior taxa de suicídios”.

Para pessoas que nunca tiveram depressão, e vivem a quilômetros dessa realidade (como eu), é difícil imaginar o que arrasta a pessoa para esse mar de escuridão.

Por muito tempo achei que depressão fosse ‘falta de vergonha na cara’, Cazuza me ratificou dizendo que “A solidão é pretensão de quem fica escondido, fazendo fita”. E por muito tempo tive isso como verdade absoluta. A autopiedade e autocomiseração me causava verdadeiro repudio, não aprecio os fracos.

Com o tempo, e alguns casos em família, tive que buscar mais entendimento sobre o assunto, até para poder lidar melhor com isso, então enxerguei a diferença entre a falsa depressão e a doença.

Mesmo a essa distancia que me leva a miopia, hoje eu sei que a depressão não é culpa da pessoa, sei que existe uma serie de fatores que são responsáveis por esse estado, que alguns casos dura uma vida inteira.

A minha pretensa estabilidade emocional me torna muitas vezes racional e pratico demais, o que acaba limitando nestes casos as minhas percepções do intangível.

Agora me pergunto por que Porto Alegre lidera esse ranking de suicídios?

Já li reportagens que sugerem que o frio e a falta de sol agravam quadros depressivos, e disso não tenho duvidas. Aqui no sul o inverno rigoroso acaba forçando as pessoas ao ostracismo, e sem a luz do sol, que tem a ver com alguma química de nosso corpo, fica ainda mais clara essa relação. Mas só isso explicaria nossos suicídios?

Pra variar, perguntas sem respostas definitivas. Elucubrações mil...

Mas por favor, mesmo que o post tenha sido ruim, não se mate por isso!

 ELA SIM:

SIM, os casos de suicídio estão cada vez mais corriqueiros e presente nos dias atuais.

Será culpa do estress que nos desgasta?
Será culpa da família?
Será culpa da falta de autoestima?

Particularmente falando eu classifico a vontade de acabar com a própria vida como uma doença degenerativa. Te consome aos poucos e quando menos se espera estamos dominados por ela.

Já ouvi relatos de amigos que tiveram pessoas bem próximas que ainda não compreendem os reais motivos de terem perdido alguém dessa forma.
A maioria tinham estabilidade, bons empregos, família, amigos...Mas lhes faltava algo.

Terminar um relacionamento, perder um emprego, morte na família, dentre outros fatores são algumas das maiores causas para as pessoas contraírem uma depressão.

Pessoas depressivas refugiam-se nas bebidas alcoólicas, no tabaco, nas drogas e até em cordas amarradas ao pescoço.

Não estamos imunes a termos uma depressão e até a cogitarmos a hipótese de querermos amenizar a nossa dor nos matando.
Mas devemos ter sempre em mente que quem mais sofre não é aquele que se vai, mas sim os que ficam.

Precisamos preencher nosso tempo ocioso com amigos, gargalhadas, festas, amor...e deixar que as coisas ruins não tomem uma proporção maior do que a dádiva de estarmos vivos.

Fiquem vivos e até a semana que vem!!

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